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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Notícias/Cidade de Sorocaba

Campus da UFSCar inaugura primeiro observatório astronômico da região de Sorocaba

Projeto teve custo de R$ 470 mil e deve beneficiar diretamente cerca de mil estudantes da região, além de estudantes da unidade.

Campus da UFSCar inaugura primeiro observatório astronômico da região de Sorocaba
Marcel Scinocca/g1
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A Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) planeja inaugurar, ainda em novembro deste ano, o primeiro observatório astronômico da região de Sorocaba (SP). O projeto, que tem custo de R$ 470 mil, deve beneficiar diretamente ao menos mil estudantes, incluindo alunos de fora da universidade.

O professor Rafael Henriques Longaresi, um dos coordenadores do projeto, conta que a ideia do laboratório existe desde a fundação do curso de licenciatura de física.

 
Sorocaba (SP) terá o primeiro observatório astronômico da região — Foto: Marcel Scinocca/g1
Sorocaba (SP) terá o primeiro observatório astronômico da região — Foto: Marcel Scinocca/g1

O professor Fábio de Lima Leite, que também participa da iniciativa e tem participação no programa Futuros Cientistas, conta que o impacto social do projeto é muito grande. Somente do programa, mais de 800 crianças e adolescentes serão beneficiados.

“Eles serão beneficiados diretamente. A maioria deles é de baixa renda, de escolas públicas, e vão ter acesso a esse tipo de informação que não existe na escola deles. As escolas não têm um telescópio desse tamanho, com esse tipo de atividade. A universidade tem esse papel importante de fazer essa extensão”, diz.

Ainda conforme ele, serão elaboradas aulas teóricas e práticas para esse público. “Trazer a informação científica já nos anos iniciais desses alunos, ensino fundamental I e fundamental II, e, depois no ensino médio, é essencial na promoção da cultura científica no nosso país. Isso é extremamente relevante.”

 

Fábio lembra que realizou uma atividade com cerca de 300 crianças do programa Futuros Cientistas e que deste grupo, ao menos 15 manifestaram em ser astrônomos ou físicos.

Primeiro observatório astronômico da região de Sorocaba (SP) começa a funcionar em novembro na UFSCar — Foto: Marcel Scinocca/g1
Primeiro observatório astronômico da região de Sorocaba (SP) começa a funcionar em novembro na UFSCar
— Foto: Marcel Scinocca/g1

Investimento

Foi o professor Rafael quem conseguiu a emenda parlamentar em 2023. Ele conta que teve problemas para conseguir usar o valor, devido a questões burocráticas.

“Essas crianças que nunca viram um telescópio na vida, e mesmo assim querem ser astrônomos, agora vão ter a chance de estar perto de um instrumento que nunca viram na vida, a não ser em filme. Esse é o papel da universidade”, pontua.

Outros beneficiários do observatório são os alunos da UFSCar, em especial os estudantes de física.

Local e equipamentos

Com equipamento que será usado em observatório, na UFSCar, em Sorocaba (SP), será possível, entre outras coisas, ver planetas do sistema solar — Foto: Marcel Scinocca/g1
Com equipamento que será usado em observatório, na UFSCar, em Sorocaba (SP), será possível, entre outras
coisas, ver planetas do sistema solar — Foto: Marcel Scinocca/g1

A escolha do terreno foi administrativa. Após a conclusão do prédio, será criada uma agenda de eventos, inclusive para divulgação junto a Diretoria Regional de Ensino.

Haverá um lugar para aulas e palestras, além de onde será instalado o ponto de observação. Equipamentos não profissionais de alunos, por exemplo, também poderão ser levados ao local. A conclusão está prevista para o final de outubro, com início das atividades no começo de novembro.

Previsão de inauguração do primeiro observatório astronômico da região de Sorocaba (SP) é novembro de 2024 — Foto: Marcel Scinocca/g1
Previsão de inauguração do primeiro observatório astronômico da região de Sorocaba (SP) é novembro
de 2024 — Foto: Marcel Scinocca/g1
 

O telescópio principal que será utilizado no projeto tem 400 milímetros e custa cerca de R$ 30 mil. Com ele, será possível observar os principais astros do sistema solar, como Marte e Saturno, e também algumas estrelas binárias - sistema estelar composto por duas estrelas que orbitam um centro de massa comum -, nebulosas, cometas, e até constelações. Ainda será possível monitorar asteroides, desde que se saiba a posição deles.

“Esses projetos são pontuais, mas de grande impacto para a região e para a o curso de física”, acrescenta Rafael.

FONTE/CRÉDITOS: com informações G1

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