Fraturas e traumas são os problemas ortopédicos em cães com maior incidência

Fraturas e traumas são problemas ortopédicos em cães que possuem grande incidência, pois eles podem acontecer por causa de acidentes comuns do dia a dia.

Por isso, é bastante frequente em animais ativos e bagunceiros. Justamente isso faz com que a ocorrência seja mais comum em filhotes.

Sendo assim, se você tem um cãozinho em casa, não é nada difícil que precise consultar um veterinário especialista em ortopedia e trauma.

Quedas de alturas elevadas, atropelamentos, brigas com outros animais e agressões por parte dos seres humanos são as causas mais comuns.

Assim como acontece com as pessoas, em alguns tipos de traumas, basta fazer a imobilização adequada do membro para garantir a regeneração óssea, fazendo com que o cão se recupere.

Isso deve ser acompanhado por repouso e, depois de recuperado, o membro pode precisar de fisioterapia.

O que significa fraturar um membro?

problemas ortopédicos em cães
Cão em atendimento – Foto: Freepik

Basicamente, a fratura é um osso que se rompe devido a algum tipo de trauma sofrido pelo animal.

Apesar de menos comum, ela pode ser provocada também por fragilidade óssea, hiperadrenocorticismo, raquitismo e deficiência de cálcio.

É importante também diferenciar as fraturas completas das incompletas. Como você pode imaginar, a fratura completa provoca o rompimento total do osso, levando a uma separação das partes.

Nesse caso ela pode ser aberta ou fechada. Na fratura exposta, a pele se rasga e os ossos do animal são expostos, enquanto que na fechada as partes permanecem no interior do corpo.

Em contrapartida, a fratura incompleta é considerada de menor gravidade, visto que provoca somente uma fissura no osso do animal

Mesmo sem que ocorra o rompimento completo do osso, esse tipo de fratura provoca muita dor.

Os sinais das fraturas e traumas na clinica

problemas ortopédicos em cães
Foto: Freepik

Assim como acontece com outros tipos de problemas, os sinais observados na clínica variam muito, dependendo do tipo de lesão, localização e gravidade dela.

O que acontece na maioria dos casos é que o animal apresenta uma grande sensibilidade na região afetada, reagindo negativamente ao toque.

Então, é comum que nesse caso o cão se torne agressivo ou até mesmo depressivo em algumas situações.

No caso de fraturas nas patas, que são bastante comuns, o cão tende a apresentar dificuldade de locomoção e suspende o membro acometido.

As fraturas de costela também são comuns, mas nesse caso é preciso ter maior preocupação e cuidados.

Isso porque a condição pode levar o animal a apresentar dificuldade para respirar, se locomover e, também pode deixar de se alimentar adequadamente.

O desvio da coluna, conhecido como cifose também pode acontecer nesse caso. O animal fica curvo, assemelhando-se a um arco.

Diagnóstico de fraturas

Fraturas e traumas estão entre os principais problemas ortopédicos em cães e, por sorte, são diagnosticados com certa facilidade.

É importante que o tutor leve o animal a um veterinário assim que perceber os sinais que já foram citados.

Então, o profissional fará um exame clinico e entrevista com o tutor para colher informações sobre a saúde do cão e sobre o que o levou a ficar naquele estado.

Por meio do exame clínico, o médico observa o corpo do animal e, se suspeitar de que existe uma fratura, deverá solicitar exames de diagnóstico por imagem, como Raio-X.

Podem ser necessários vários Raio-X, para conseguir observar o animal em várias posições, de modo a fechar o diagnóstico adequadamente.

Após diagnosticar o problema, o veterinário deverá decidir entre a imobilização do membro ou então por uma cirurgia de fixação óssea.

Antes do procedimento cirúrgico, é comum que o profissional solicite exames complementares, como eletrocardiograma e verificação de taxas sanguíneas.

Depois do procedimento cirúrgico, é necessário o repouso do cão, com restrição de atividades físicas.

Geralmente esse período varia entre 15 e 30 dias, mas depende muito do tipo de procedimento realizado, bem como da resposta do animal ao se recuperar.

O cachorro vai precisar de fisioterapia?

problemas ortopédicos em cães
Foto: Freepik

Para ajudar o animal na recuperação dos movimentos, é fundamental submetê-lo a sessões de fisioterapia.

Técnicas bem aplicadas auxiliam os animais com a diminuição da inflamação, dor e inchaço que podem ocorrer após a correção cirúrgica.

Dessa forma, melhoram-se as condições para que o animal possa se recuperar e restaurar a movimentação e funcionalidade do membro afetado.

Ademais, a fisioterapia após traumas em cães, ajuda a trazer de volta a força, devido a reabilitação da massa muscular que pode se perder durante o período de imobilização.

Como prevenir problemas ortopédicos em cães

Os problemas ortopédicos em cães são condições muito comuns, que podem acontecer independentemente das ações do tutor.

Mas é possível evitar que alguns deles se desenvolvam. Manter o peso corporal do animal dentro do normal é fundamental para evitar desgastes da cartilagem e ósseos, por exemplo.

Para evitar fraturas e traumas, não permita que o animal suba em locais altos e, nunca o deixe sem coleira durante o passeio para que ele não se envolva em brigas e nem seja atropelado.

Manter a boa alimentação do animal também é fundamental para evitar a fragilidade óssea e articular.

Além disso, evite pisos escorregadios, que provoquem a desestabilização do animal durante o caminhar e, mantenha as unhas sempre aparadas.

Conclusão

Os problemas ortopédicos em cães são muito comuns e, muitas vezes eles não podem ser evitados.

Sendo assim, quando você perceber qualquer alteração de comportamento no seu animal, leve-o imediatamente ao veterinário.

Nesses casos, o diagnóstico precoce e correto, é fundamental para a eficiência do tratamento.