Durante um encontro em Brasília no início de novembro, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja anunciar, no início de dezembro, junto com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o início das obras do túnel Santos-Guarujá. Este projeto será uma colaboração entre os governos federal e estadual.
O ministro enfatizou que, após seu retorno da COP 28 em Dubai, o presidente Lula pretende fazer o anúncio em São Paulo, destacando que o túnel, discutido por um século, finalmente sairá do papel. O investimento total de R$ 6 bilhões será compartilhado entre o Governo Federal e a Autoridade Portuária de Santos (APS), contribuindo cada um com R$ 3 bilhões.
Costa Filho ressaltou que o projeto abrangerá não apenas a construção do túnel, mas também iniciativas como a requalificação urbana, realocação de famílias em palafitas e melhorias nos acessos em Santos e Guarujá. Ele autorizou Anderson Pomini, presidente da APS, a conduzir audiências públicas para dar continuidade às discussões iniciadas nas 16 reuniões anteriores da Comissão do Túnel.
O ministro prevê que o edital será publicado pela APS em 2024, com a ordem de serviço emitida no final de 2025 ou início de 2026. Após o anúncio, Pomini destacou que a Fase 2 do projeto será iniciada, envolvendo a cooperação técnica com o Governo do Estado, modelagem da Parceria Público-Privada (PPP), obtenção de licenças ambientais, audiências públicas e a publicação do edital, com estimativa de duração de oito meses.
Anderson Pomini anunciou uma próxima reunião com o Governo do Estado para formalizar o termo de cooperação técnica, culminando na assinatura do documento pelos representantes envolvidos. Os membros da Comissão do Túnel, participando virtualmente, enfatizaram a importância do consenso no traçado do túnel, alcançado após 16 reuniões, que evita desapropriações em Santos e integra o viário de Guarujá à conexão seca. O traçado também inclui melhorias urbanas e expansão portuária em Guarujá, projetando uma movimentação de carga superior a 120 milhões de toneladas, como destacou Eduardo Lustoza, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Regulação da APS.