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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Campinas

Campinas terá data center de R$ 5 bilhões voltado à inteligência artificial

Projeto da TERRANOVA, primeira empresa a receber incentivo fiscal no PIDS, prevê cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos.

Campinas terá data center de R$ 5 bilhões voltado à inteligência artificial
Rogério Capela
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Campinas receberá um data center de alta capacidade voltado ao processamento de aplicações de inteligência artificial, com investimento inicial de aproximadamente R$ 5 bilhões, que poderá chegar a R$ 20 bilhões nas diferentes fases de implantação, e previsão de geração de cerca de 3,6 mil empregos diretos e indiretos. O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 20 de agosto, pelo Managing Director da Actis e CEO interino da TERRANOVA, Mauricio Giusti, durante cerimônia realizada na Fazenda Pau D'Alho, no distrito de Barão Geraldo.  

O projeto será implantado no Polo de Inovação para o Desenvolvimento Sustentável (PIDS), onde a TERRANOVA foi a primeira empresa a receber incentivo fiscal. O alvará para a implantação do empreendimento também foi entregue durante o evento, autorizando o início das obras. O Campus Campinas ocupará uma área de aproximadamente 944 mil metros quadrados, com cerca de 115 mil metros quadrados destinados à área construída.  

Na cerimônia, o prefeito Dário Saadi destacou que a instalação do empreendimento reforça a capacidade de Campinas de atrair investimentos estratégicos e amplia a presença do município na nova economia digital.  

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“Campinas tem uma trajetória consolidada na ciência, na tecnologia e na atração de empresas de alta complexidade. Um investimento dessa dimensão mostra que a cidade está preparada para receber uma infraestrutura fundamental para o avanço da inteligência artificial e para gerar novas oportunidades para a população”, afirma Saadi.  

O evento também contou com a presença do secretário de Finanças, Aurílio Caiado; do secretário de Planejamento e Desenvolvimento Urbano, Marcelo Coluccini; da secretária municipal de Urbanismo, Carolina Baracat; e da secretária-adjunta da Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), Marcela Pupin.  

Crédito: Rogério CapelaCEO interino da TERRANOVA ao lado do prefeito Dário Saadi durante anúncio do investimentoCEO interino da TERRANOVA ao lado do prefeito Dário Saadi durante anúncio de investimento

Infraestrutura para a economia da inteligência artificial  

O Campus Campinas terá uma subestação com capacidade inicial de 300 MW, com possibilidade de expansão para até 1 GW. Na primeira fase, estão previstos 216 MW de capacidade de tecnologia da informação (TI), com áreas reservadas para futuras expansões que podem elevar essa capacidade para 386 MW.  

A estrutura será dedicada a operações de alta capacidade de processamento, atendendo à demanda por infraestrutura para inteligência artificial e outros serviços digitais.  

“O início das obras representa um passo histórico para a TERRANOVA e para a infraestrutura digital da América Latina. Estamos construindo um complexo de data centers projetado especificamente para a era da IA, que oferece a máxima capacidade de processamento aos hyperscalers globais e utiliza tecnologias inovadoras de sustentabilidade. Este empreendimento coloca Campinas e o Estado de São Paulo no mapa global dos data centers e demonstra que construir de forma sustentável pode reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que preserva o meio ambiente”, destaca Mauricio Giusti.  

Tecnologia e sustentabilidade  

Um dos diferenciais do projeto é a adoção de tecnologia de resfriamento líquido em circuito fechado, que reduz o uso de água no processo de refrigeração dos equipamentos. Segundo a empresa, a solução também contribui para a eficiência energética da operação.  

Do total da área do empreendimento, aproximadamente 285 mil metros quadrados serão preservados como áreas verdes ou destinados ao município. O projeto também prevê equipamentos e infraestrutura urbana, como vias públicas e sistemas de tratamento de água e esgoto.  

Para o secretário em exercício de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, André Cruz, a implantação do campus pode ampliar as conexões entre o empreendimento e o ecossistema tecnológico existente na cidade.  

“Um empreendimento como esse movimenta uma cadeia que vai muito além da operação do próprio data center. Ele cria demanda por serviços, fornecedores e profissionais especializados e pode aproximar ainda mais empresas, universidades e centros de pesquisa que já fazem parte do ecossistema de Campinas”, afirma Cruz.  

O projeto prevê ainda parcerias com universidades, centros de pesquisa e instituições de capacitação da região para a formação de profissionais especializados. A implantação do campus está prevista em diferentes fases, com expansão da estrutura até 2029. 

Galeria de Fotos

FONTE/CRÉDITOS: Prefeitura de Campinas

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