Cerca de 300 pessoas conheceram os serviços de Família Acolhedora e de Apadrinhamento Afetivo no Arraiá Solidário. A ação de divulgação foi realizada nos dias 16 e 18 de junho nas instalações da Valeo, empresa do setor automotivo com fábricas em Campinas. A iniciativa foi promovida pela Guardinha, nome pelo qual é conhecida a Associação de Educação do Homem de Amanhã, com apoio da Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. O Sapeca, serviço de Família Acolhedora gerido pela Prefeitura, também participou.
O Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora oferece o que abrigos não conseguem proporcionar: um ambiente doméstico, com rotinas, vínculos e atenção individualizada. Famílias voluntárias, avaliadas e capacitadas por assistentes sociais e psicólogos, recebem em suas residências crianças e adolescentes afastados do convívio familiar por decisão judicial, em razão de risco, abandono ou dificuldade temporária dos pais. O período é provisório, com duração prevista de até 18 meses. O objetivo é sempre o retorno à família de origem, acompanhada por profissionais para retomar, com mais segurança, o cuidado dos filhos. Quando isso não é possível, a criança pode ser encaminhada à família ampliada, como avós e tios, ou, em último caso, à adoção.
Em Campinas, a Família Acolhedora é oferecida por dois serviços: o ConViver, executado pela Guardinha em parceria com a Prefeitura, e o Sapeca, gerido diretamente pela administração municipal. Juntos, têm capacidade para cadastrar até 40 famílias. Em operação desde 1997, os dois serviços já atenderam mais de 500 crianças no município, segundo dados da Prefeitura de Campinas. A prioridade é para a primeira infância, de 0 a 6 anos, fase em que a convivência familiar tem maior impacto no desenvolvimento da criança.
O evento também apresentou o Acordar, Serviço Complementar de Apadrinhamento Afetivo da Guardinha, criado em 2014. A proposta difere da Família Acolhedora: padrinhos e madrinhas não hospedam ninguém em suas residências. São voluntários que constroem vínculos com crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos em acolhimento institucional, sem perspectivas de reintegração familiar ou de adoção. As visitas, os passeios e os dias em família oferecem a esses jovens pessoas com quem contar e experiências de afeto além do ambiente dos abrigos. O apadrinhamento não é adoção e não cria nenhum vínculo legal entre padrinho e afilhado.
A secretária de Desenvolvimento e Assistência Social, Vandecleya Moro, afirmou que cada setor da sociedade cumpre papel na garantia dos direitos da infância. "Proteger crianças e adolescentes é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público, as organizações sociais, as empresas e toda a comunidade. Parcerias como essa ampliam o conhecimento sobre o acolhimento familiar e o apadrinhamento afetivo e ajudam a construir uma rede de cuidado mais forte e presente", afirmou.
A parceria com a Valeo, que mantém fábricas em Campinas desde 1999, permitiu que a ação chegasse ao ambiente corporativo, alcançando trabalhadores e a comunidade próxima às instalações da empresa. A mobilização do setor privado integra a estratégia da Guardinha para ampliar a divulgação de seus serviços e sensibilizar a sociedade para a causa da infância.
Como participar
Para se tornar uma família acolhedora, é preciso entrar em contato com os serviços responsáveis. A equipe técnica acompanha todas as etapas, da avaliação inicial à capacitação.
ConViver (Guardinha): (19) 3772-9699 | (19) 99368-1440
Sapeca (Prefeitura de Campinas): (19) 3256-6067 | (19) 3256-6335
Para o Apadrinhamento Afetivo, pelo Acordar, voluntários maiores de 21 anos e residentes em Campinas podem se candidatar: (19) 99665-9041 | apadrinhamentoafetivo-acordar@guardinha.org.br
Jornal Metropolitano SP
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