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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Notícias/Sorocaba

O Comércio Ilegal de Cobre e Seu Impacto na Segurança e Infraestrutura de Sorocaba

A venda clandestina de cobre afeta a segurança local e prejudica serviços essenciais na comunidade.

O Comércio Ilegal de Cobre e Seu Impacto na Segurança e Infraestrutura de Sorocaba
Metropolitano SP
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Por Giancarlo Romano Bianchi

A conexão entre usuários de drogas e ferros-velhos clandestinos forma uma engrenagem preocupante que contribui para o aumento da criminalidade e a degradação social em muitas cidades, incluindo Sorocaba. Essa dinâmica é responsável por uma série de problemas que afetam diretamente a segurança e o bem-estar da comunidade, desde o furto de materiais em residências e estabelecimentos comerciais, até o problemas ligados diretamente à saúde das pessoas, como proliferação de focos do mosquito da dengue, contaminação de solo, causado por baterias que também são furtadas de veículos, ou incêndios que poderiam causar problemas sérios aos moradores vizinhos a esses ferros-velhos

Cobre aumenta valor no mercado e chama atenção de criminosos no Rio
Todo fio de cobre furtado de sua residência, de seu comércio, do posto de saúde, de escolas,
da rede de telefonia, é vendido nos ferros velhos clandestinos ou irregulares
a uma média de R$ 35 a R$ 42,00 o quilo. Normalmente quem furtou acaba vendendo mais barato
para poder manter seu vício.

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O ciclo começa com os usuários de drogas, que frequentemente recorrem ao furto para sustentar seus vícios. Materiais como cobre, alumínio e ferro são os alvos preferidos, devido ao seu valor no mercado ilegal. Esses metais são retirados de fios de eletricidade, cabos de telecomunicação, estruturas metálicas de prédios e residências, entre outros. Além dos prejuízos financeiros, esses furtos podem causar sérios danos à infraestrutura da cidade, interrompendo serviços essenciais como energia elétrica e comunicação, e colocando em risco a segurança dos cidadãos.

Uma parte significativa desses materiais roubados acaba sendo vendida a ferros-velhos clandestinos ou mesmo irregulares, que operam à margem da lei. Esses estabelecimentos, muitas vezes sem o AVCB obrigatório, emitido pelo Corpo de Bombeiros, as licenças necessárias e sem controle ambiental, compram os metais sem questionar sua procedência, pagando valores muito abaixo do mercado legal. Recentemente, descobriu-se que a situação é ainda mais alarmante: em alguns bairros, bares e até moradores que utilizam suas garagens como pontos de compra também estão envolvidos na aquisição de cobre derretido proveniente de furtos. Esses indivíduos aproveitam a oportunidade para lucrar com a venda dos metais, sem considerar a origem ilícita do material.

A falta de fiscalização ainda mais rigorosa e pontual, também acaba sendo um dos principais fatores que permitem a continuidade desse ciclo. Ferros-velhos clandestinos e outros pontos de compra ilegais operam sem controle, o que facilita a circulação de materiais roubados e incentiva a prática de crimes. A sociedade, por sua vez, é a principal prejudicada, enfrentando não só os prejuízos econômicos, mas também um aumento na sensação de insegurança e na degradação dos espaços públicos.

O combate a essa engrenagem criminosa requer uma abordagem integrada e eficaz. A fiscalização precisa ser reforçada, com o uso de tecnologias avançadas e uma maior integração entre as forças de segurança para identificar e fechar esses estabelecimentos ilegais. Além disso, é necessário punir severamente tanto os ferros-velhos clandestinos quanto bares e moradores que compram esses materiais furtados. Também é preciso investir em programas de recuperação e reinserção social para os usuários de drogas, oferecendo alternativas para que eles possam romper com o ciclo de criminalidade.

A desarticulação dessa cadeia criminosa é essencial para reduzir a criminalidade e melhorar a qualidade de vida da população. Ao cortar as fontes de financiamento do vício em drogas e desmantelar os pontos de compra de materiais roubados, é possível construir uma sociedade mais segura e justa, onde todos possam viver com dignidade e segurança.

Atualmente, o Departamento de Fiscalização da prefeitura tem feito o que é possível, com apenas 3 fiscais para toda a cidade e horários diversificados. Após a reunião de 3 de julho, com o prefeito Rodrigo Manga, foi baixada uma normativa que obriga so ferros-velhos a ter o AVCB do Corpo de Bombeiros. São autuado, interditados, mas acabam burlando a fiscalização e voltando a funcionar em vários casos. Em caso de não cumprimento da interdição, os mesmos deveriam ser lacrados, sem atendimento, até que se adequassem às regras, mas na prática, acaba não acontecendo.

Mas o que fazer para acabar com essa roda viva criminosa?

Conversamos com o Cabo Jimi, Coordenador do Programa Vizinhança Solidária, (desincompatibilizado em virtude das Leis Eleitorais), uma das pessoas que viveu isso na pele durante os patrulhamentos e abordagens pelos bairros da Zona Oeste.

Para acabar com essa roda viva criminosa, o Cabo Jimi apresenta propostas soluções práticas e decisivas. A primeira medida é a criação de leis que proíbam a comercialização de cobre e outros metais sem comprovação de origem. "Precisamos cortar o mal pela raiz, impedindo que materiais roubados sejam vendidos de forma tão fácil e prejudicial," enfatiza.

Cabo Jimi também destaca a necessidade de uma fiscalização mais rigorosa e eficiente. "Não basta apenas criar leis; precisamos garantir que elas sejam cumpridas," afirma. Para isso, ele propõe que todos os estabelecimentos que compram e vendem metais sejam obrigados a apresentar uma série de alvarás, incluindo o de funcionamento, o da Vigilância Sanitária, o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), o licenciamento da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), e a verificação do zoneamento. "A verificação do zoneamento é crucial para assegurar que esses estabelecimentos estejam operando em áreas apropriadas, conforme as normas municipais," explica ele. Outro ponto importante é que pelo fato de serem atividades de altíssimo risco, serem desenquadrados do Facilita São Paulo, programa que flexibiliza a lei para empreendedores.
"Eu também apoio que se cancele o alvará de bares e outros estabelecimentos comerciais que compram cobre, além da autuação. Para que a cidade funcione sem esse índice de criminalidade, é importante que se corte o mal pela raíz", afirma Cabo Jimi.

Além das medidas de controle administrativo, Cabo Jimi ressalta a importância de fortalecer a fiscalização, ampliando o número de fiscais e veículos, assim como existe na Humanização, que transporta usuários para cima e para baixo. "Precisamos de mais fiscais nas ruas, com veículos adequados para cobrir toda a cidade, garantindo que a fiscalização seja efetiva e constante," diz ele. Ele também defende o aumento do efetivo da Guarda Municipal e o redirecionamento voltado ao Policiamento Comunitário. "O Policiamento Comunitário, assim como é feito nas grandes cidades da Europa, da América do Norte, é essencial para estar mais próximo da população e agir com rapidez, podendo acionar a fiscalização de forma mais célere através de denúncias," comenta.

Cabo Jimi ainda acredita na importância do uso de tecnologia para monitorar as movimentações, como o uso de drones em locais com incidência de ferros velhos clandestinos e ilegais, que receptam todo o material ilícito proveniente de furto.

Por fim, o Cabo Jimi ressalta a importância de punir severamente aqueles que continuam a operar fora da lei. "Precisamos de penalidades mais duras para quem insiste em se envolver nesse tipo de atividade criminosa, seja comprando ou vendendo materiais de origem ilícita, patrocinando de forma nociva, os furtos praticados pelos usuários" conclui.

Mas ele vai além, destacando a necessidade de dar mais atenção à implantação da coleta seletiva, através da instalação de Ecopontos em locais abertos e monitorados. "Precisamos direcionar as toneladas de recicláveis para locais adequados, onde a população possa fazer o descarte de forma sustentável, sem sobrecarregar os lixões," argumenta. Ele aponta que isso fortaleceria as cooperativas, gerando emprego e renda. "Quando a coleta seletiva funciona bem, todos ganham: o meio ambiente, a economia local, e a segurança da cidade."

"É preciso se preocupar com o contexto, pois tudo está voltado à segurança da cidade," afirma o Cabo Jimi, reforçando que a segurança pública não se limita apenas ao combate direto à criminalidade, mas também à promoção de um ambiente urbano saudável e bem estruturado.

As propostas do Cabo Jimi não apenas visam acabar com o comércio ilegal de metais, mas também promover a recuperação e reintegração dos usuários de drogas, encaminhando-os para tratamento, rompendo de vez o ciclo de criminalidade que afeta tantas comunidades. É preciso entender que se não houver quem compre, em breve não haverá que roube, pois não terá mais onde vender "Com essas medidas, podemos proteger nossos bairros, garantir a segurança dos cidadãos e restaurar a dignidade e a justiça em Sorocaba," finaliza.

"Convido a todos os cidadãos de bem para que visitem nosso site, conheçam nossas propostas, todas voltadas para o bem estar da população. Vamos lutar por uma Sorocaba mais segura, mais justa e para que nossa cidade volte a ser um lugar onde quem manda são as nossas famílias. Basta acessar www.cabojimi.com.br, participar comentando, sugerindo e compartilhando", finaliza Cabo Jimi.

FONTE/CRÉDITOS: Da Redação | Giancarlo Romano Bianchi

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