A manhã deste sábado (19) foi marcada por prevenção, conscientização e um importante alerta sobre a preservação da vida. Promovida pela Prefeitura de São Vicente, por meio da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), a 4ª edição do Pit Stop do Motoca reuniu motociclistas na Praça Barão do Rio Branco para a instalação gratuita de 300 antenas corta-pipa, além de ajuste e lubrificação de correntes, distribuição de materiais educativos e orientações sobre segurança no trânsito.
Esta edição do evento também contou com a presença dos familiares de Matheus da Silva Evangelista, de 21 anos, que, infelizmente, foi a óbito no dia 8 de julho, após ser atingido por uma linha com cerol enquanto pilotava, na Rodovia dos Imigrantes.
Durante a ação, a Prefeitura anunciou o encaminhamento de uma minuta para alterar a lei municipal 4.717\2026, que institui o Pit Stop do Motoca, para que ela passe a levar o nome do jovem.
"Existe uma lei desde a segunda edição do Pit Stop do Motoca. Agora, a pedido da família, ela passará a se chamar Lei Matheus da Silva Evangelista. É uma homenagem ao jovem que, infelizmente, perdeu a vida ao ser atingido por uma linha cortante", explicou o secretário de Mobilidade Urbana, Alexandre Martins.
Entre os participantes estava o motociclista Kleyson Rodrigues, que destacou a importância de ações voltadas à prevenção.
"Acho muito importante. A antena ajuda a prevenir acidentes e pode salvar vidas, principalmente para quem trabalha de moto e passa o dia inteiro nas ruas".
A agente de trânsito Vanessa Moura ressaltou que a campanha busca reforçar cuidados que devem fazer parte da rotina de quem utiliza motocicleta e manter vivo o debate sobre os riscos das linhas cortantes.
"A segurança dos motociclistas exige conscientização constante. Hoje, a antena corta-pipa deixou de ser um acessório e se tornou um item essencial para quem utiliza a moto no dia a dia".
"Infelizmente tivemos o caso do Matheus, vítima de uma linha com cerol. A família solicitou que a lei recebesse o nome dele e a Prefeitura apoiou essa iniciativa. A homenagem busca manter viva sua memória e reforçar a importância da prevenção para evitar novas tragédias", completou.
Emocionada, Ana Carolina, mãe de Matheus, agradeceu a mobilização e reforçou o apelo para que outras famílias não passem pela mesma dor.
"É uma ação muito bonita. Espero que, através da fatalidade do meu filho, as pessoas tenham mais consciência sobre o uso da linha com cerol e sobre a importância da antena. Ela ajuda muito a prevenir".
"Fiquei muito feliz por a lei passar a levar o nome dele. Assim, ele será lembrado e espero que isso ajude a conscientizar outras pessoas", ressaltou.
"Hoje é a minha família que chora, mas amanhã pode ser outra. Quantas vidas ainda precisarão ser perdidas para que as pessoas entendam que cerol não é algo legal?".
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Jornal Metropolitano SP
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