Novembro/2024 - O Programa Vizinhança Solidária (PVS) é uma iniciativa de segurança comunitária que promove a cooperação ativa entre moradores e forças de segurança para prevenir crimes e aumentar a sensação de segurança nos bairros. Baseado na organização de grupos de vizinhos, o programa incentiva o compartilhamento de informações, a vigilância mútua e o fortalecimento de laços comunitários. Por meio de reuniões, palestras e o uso de ferramentas de comunicação, como o Whatsapp, o PVS orienta os participantes sobre como identificar e relatar atividades suspeitas, promovendo uma ação integrada com a Polícia Militar e a Guarda Civil Municipal. Em Sorocaba, a Zona Oeste destaca-se como um modelo de sucesso do programa, demonstrando o impacto positivo que a união dos cidadãos pode ter na segurança e no bem-estar das comunidades.
O sucesso do Programa na Zona Oeste
O Programa Vizinhança Solidária da Zona Oeste de Sorocaba destaca-se como uma iniciativa exemplar, sendo um dos maiores do Estado de São Paulo. Sob a liderança de Cabo Jimi (na foto), que há mais de uma década coordena o projeto, a Zona Oeste construiu um modelo de segurança comunitária que virou referência, especialmente pelo engajamento e apoio dos próprios moradores. O que começou com poucas ruas e um reduzido grupo de participantes cresceu significativamente, alcançando milhares de pessoas e se tornando uma ferramenta crucial na prevenção de crimes.
A ideia dos mediadores do Programa Vizinhança Solidária da Zona Oeste é, inclusive, além de fortalecer ainda mais o PVS em suas regiões, é auxiliar lideranças das Zonas Leste, Norte e Sul a ampliar o programa para todos os bairros, nos moldes bem-sucedidos do PVS Oeste. Para o mediador de bairros, Zeka Bocardi, "é importante que cada Comandante de Companhia auxilie os mordadores na organização do PVS nas respectivas zonas da cidade, como determina a Lei 16.771/2018, que busca reforçar a sensação de segurança com a criação de
equipes fixas de segurança comunitária". Ele explica que na Zona Oeste, os moradores se organizam em grupos de ruas e bairros e formam um grupo de mediadores regionais, organizados por bairros, com a participação do Comandante de Companhia, equipes do PVS, policiais e do coordenador do programa.
A base do programa é simples, mas poderosa: vizinhos unidos para compartilhar informações, imagens, identificar ameaças e fortalecer a comunicação com a Polícia Militar. Através de reuniões regulares e um contato próximo com as forças de segurança, os moradores são orientados a atuar de forma preventiva, reportando atividades suspeitas e ajudando a desenvolver soluções para melhorar a segurança. Cabo Jimi, além de ser um dos idealizadores do projeto,
sempre se dedicou a orientar os participantes sobre práticas seguras e reforça o senso de proteção coletiva, diminuindo o número de crimes e dissuadindo a ação de criminosos.
Outro mediador do PVS da Zona Oeste e precursor do programa, Célio Nascimento, relembra as dificuldades iniciais que ele e o Cabo Jimi enfrentaram, mas que nunca os desanimaram. “Construir o programa não foi fácil; foi necessária muita luta, mas com a determinação do Cabo Jimi, não desistimos. Hoje somos quase 300 grupos, com centenas de tutores e milhares de moradores. Temos a ambição de transformar o PVS de Sorocaba no maior e melhor do Estado, para que sirva de modelo”, ressalta Célio.
Um dos grandes diferenciais do programa é a estreita colaboração entre os cidadãos e as autoridades de segurança. Esse relacionamento permite que as forças de segurança atuem de maneira mais eficaz, ao mesmo tempo em que os moradores se sentem fortalecidos e encorajados a colaborar ativamente na proteção da comunidade. A confiança construída ao longo do tempo fez do Programa Vizinhança Solidária da Zona Oeste de Sorocaba um modelo que vem sendo replicado em outras áreas da cidade e em municípios próximos.
Zeka Bocardi e Célio Nascimento também estão criando a Cartilha de Segurança do Programa, adaptada para os novos tempos e com todas as medidas de prevenção e cuidados, baseada nas orientações que Cabo Jimi sempre procurou passar nas reuniões e na criação de novos núcleos. “Vamos continuar lutando para fortalecer o programa cada vez mais, pois a aproximação entre Polícia Militar e moradores é fundamental para uma parceria sólida”, afirma Célio.
Zeka Bocardi completa que “Abraçamos não apenas o PVS da Zona Oeste, mas as equipes do programa, os policiais que fazem parte e a Polícia Militar, pois acreditamos em resultados concretos através dessa união. Se necessário, vamos até o Secretário, Governador, em defesa do Programa. Até mesmo a Base Comunitária, as Mediadores de bairro, Lucia e Andréia, do bairro itanguá, já conseguiram peças e mão de obra para o veículo, sem custos para a Polícia Militar. Isso se chama esforço coletivo, disse Bocardi”.
Para muitos, a implementação do programa trás uma mudança real na qualidade de vida local. Através de grupos de Whatasapp, os integrantes mantêm uma comunicação em tempo real, alertando sobre situações suspeitas e notificando rapidamente as autoridades. Esse monitoramento contínuo torna o bairro menos vulnerável e amplia a segurança de todos. Além disso, o programa incentiva a comunidade a adotar medidas de proteção complementares, como câmeras de monitoramento colaborativo e melhorias na iluminação pública, sempre em cooperação com as orientações da polícia.
Bocardi enfatiza, ainda, a importância da segurança compartilhada como forma de também colaborar com a Polícia Militar. "Basta pensar que, se temos câmeras colaborativas compartilhadas em todas as ruas e bairros, obviamente o trabalho de prevenção aumentará muito. As pessoas precisam ter esse senso de segurança, pois Juntos, somos realmente mais fortes", afirma.
O Coordenador do PVS da Zona Oeste, Cabo Jimi já enfatizara em outra ocasião que o programa é mais do que uma ação de segurança: é uma iniciativa que fortalece o senso de pertencimento e de comunidade. "A segurança é responsabilidade de todos, e nosso trabalho é mostrar que, juntos, podemos fazer a diferença. Quando a população se envolve, absorve os conceitos de segurança, nossas orientações, os resultados aparecem", afirmou.

Com resultados expressivos e reconhecimento da comunidade, o Programa Vizinhança Solidária da Zona Oeste de Sorocaba prova que a união entre cidadãos e forças de segurança pode transformar a realidade local e inspirar outras regiões do país a adotarem modelos semelhantes de cooperação e proteção comunitária.
Ainda falta muito, afirma Célio Nascimento, mas com o total apoio do Comandante da 1ª Companhia e se conseguirmos aplicar tudo o que aprendemos com o Cabo Jimi, ao longo desses dez anos, em toda a cidade, se cada Tutor ou Mediador de bairros der a sua colaboração, certamente teremos uma verdadeira cidade melhor para se viver, com segurança".
O Programa Vizinhança Solidária tem mostrado que a união entre moradores e forças de segurança pode transformar positivamente a realidade dos bairros, tornando-os mais seguros e acolhedores. A expansão desse modelo em Sorocaba e o engajamento de cada vez mais pessoas reforçam a confiança de que, juntos, podemos construir uma cidade mais protegida e integrada. Com o compromisso e a dedicação de todos, o futuro reserva um ambiente de convivência mais tranquilo, onde cada vizinho é um parceiro na segurança e no bem-estar da comunidade.
