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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Notícias/Sorocaba

SOROCABA: "The Walking Dead" da vida real, um fato que preocupa grandes cidades como Sorocaba

Essa realidade não é exclusiva de Capitais, mas também acontece em outras grandes cidades, como Sorocaba

SOROCABA:
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As grandes cidades têm enfrentado um problema cada vez mais alarmante: o aumento dos ataques de viciados em drogas, conhecidos como "noias", a residências em busca de materiais como metais, alumínio e fiação, especialmente quando esses imóveis estão vazios para venda ou locação. Essa questão social tem preocupado moradores de diversos bairros da capital e do interior, criando uma sensação quase apocalíptica, como se estivéssemos vivendo em um verdadeiro cenário de "Walking Dead".

A quem podemos atribuir a culpa? Seria do sistema? Da prefeitura? E o que os contribuintes têm a ver com isso? Afinal, eles pagam seus impostos esperando segurança e acabam transformando suas casas em verdadeiras fortalezas, com câmeras, cacos de vidro, cercas elétricas e alarmes. O comércio, em diversos bairros também tem sido atacados, pois esses viciados quebram janelas, invadem, sem a menor cerimônia, destruindo e roubando os estabelecimentos.

Infelizmente, essa realidade não é exclusiva de Capitais, mas também acontece em muitas outras grandes cidades, como Sorocaba. Moradores de diferentes bairros têm se unido em busca de maior segurança, instalando câmeras nas ruas e aderindo ao Programa Vizinhança Solidária (PVS) em parceria com a Polícia Militar, criando fortalezas para conter o ímpeto desses marginais.

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No entanto, também é importante mencionar um fator que alimenta esses crimes: os ferros-velhos clandestinos, que operam sem alvarás ou critérios, seja em residências, comércios ou até mesmo em prédios públicos invadidos. Esses "clandestinos" fornecem aos viciados a possibilidade de comprar drogas, às custas dos prejuízos causados aos contribuintes.

O horário mais crítico nos bairros, inclusive na região central, vai das 18h às 6h, quando a noite cai e possibilita que essas pessoas saiam às ruas em busca de materiais que alimentem seus vícios. Embora se fale muito em humanização por parte da prefeitura, há uma clara divisão entre dois mundos: o dos moradores de rua e o dos viciados, que causam preocupação à população.

Os moradores de Sorocaba estão cada vez mais questionando e exigindo soluções por parte da prefeitura, que se compromete a fechar os ferros-velhos clandestinos. Esses estabelecimentos são obrigados, por lei, a apresentar alvarás de funcionamento da Cetesb, comprovando que não há nada que possa contaminar o ar; dos bombeiros, para garantir que não há risco de incêndio; e da Zoonoses, para provar que não há focos de dengue. Caso não apresentem esses documentos exigidos por lei, não há motivo para permitir o funcionamento desses locais. É preciso fechá-los, apreender os produtos ilícitos e fazer valer o código penal, responsabilizando essas pessoas por receptação, pois ajudar os viciados a se drogarem não é um ato de reciclagem.

Medidas como a obrigatoriedade de instação de câmeras e de horários de funcionamento, só funcionam para os ferros velhos constituídos. A mesma Lei não é válida para a clandestinidade, que continua a pleno vapor em muitos bairros, proporcionando o aumento de viciados que agem como formigas cortadeiras, destruindo o que podem pelo caminho e prejudicando os contribuintes que pagam seus impostos para obter segurança.

A população não tolera mais as afrontas causadas por esses "zumbis". Portanto, é fundamental que a prefeitura tome as devidas providências enquanto ainda há controle, sob o risco de a população não conseguir mais suportar esses ataques, que, aliás, a Polícia Militar muitas vezes se vê de mãos atadas para conter.

Os moradores de toda a cidade permanecem em estado de alerta, já que os viciados têm se organizado em grupos, tornando a questão social ainda mais preocupante. Além disso, é importante ressaltar que frequentemente Kombis "despejam" essas pessoas em Sorocaba, o que tem causado a concentração de viciados próximos à rodoviária, incomodando e ameaçando os cidadãos.

É urgente que ações sejam tomadas para lidar com essa situação, pois, caso contrário, ela tende a se agravar e os resultados podem ser desastrosos para ambos os lados. Nesse momento, é fundamental que a população conte com a fiscalização da Prefeitura de Sorocaba e suas ações prometidas para lacrar os estabelecimentos que não deveriam estar em funcionamento. A chefe da Seção de Fiscalização da Prefeitura, Juliana Graziele Lopes Souza, afirmou que a fiscalização aos ferros-velhos clandestinos será intensificada e aqueles que não apresentarem a documentação necessária serão lacrados.

Apesar da falta de recursos humanos, Juliana destacou que o setor se desdobrará para resolver o problema. Um grupo de moradores dos bairros monitorados pelo Programa Vizinhança Solidária (PVS) tem colaborado na identificação desses locais para que sejam fiscalizados e fechados. Afinal, é uma questão que afeta a todos: os moradores contribuintes que têm sido prejudicados pela ação dos viciados e a própria prefeitura, que precisa agir com rigor em relação aos ferros-velhos clandestinos, que alimentam a marginalidade em Sorocaba.

A população estará atenta, pois todos desejam uma Sorocaba mais segura e tranquila para se viver.

FONTE/CRÉDITOS: Zeka Bocardi

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