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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Notícias/Litoral Paulista

Obras de contenção do avanço do mar em Barra do Una entram em fase final

Ação faz parte dos esforços para mitigar efeitos da erosão costeira que ameaça comunidade tradicional e compromete vegetação de restinga na região.

Obras de contenção do avanço do mar em Barra do Una entram em fase final
Divulgação
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As obras emergenciais para conter o avanço do mar em Barra do Una, em Peruíbe, no litoral Sul do Estado, já estão em fase final. A ação faz parte dos esforços do Governo de São Paulo para mitigar os efeitos da erosão costeira que ameaça a comunidade tradicional e compromete a vegetação de restinga na região.

A melhoria é executada pela SP Águas (Agência de Águas de São Paulo), vinculada à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo (Semil), e prevê a instalação de uma barreira de enrocamento de 260 metros de extensão, formada por pedras de grandes dimensões — algumas com até 1 tonelada — ao longo da estrada da Barra do Una, garantindo a proteção da via e das residências próximas.

Antes da execução do enrocamento, a SP Águas realizou melhorias na Estrada do Guaraú, via de acesso à comunidade. Foram feitos o nivelamento do perfil da estrada, reforço dos acostamentos e compactação do solo, para permitir o tráfego seguro de veículos pesados responsáveis pelo transporte das pedras e equipamentos necessários para a execução da obra.

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“Estamos aqui para garantir que essas obras avancem com a celeridade necessária e que atendam às necessidades das famílias que vivem na Barra do Una”, afirmou a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende, em vistoria das obras nesta sexta (21).”Nossa prioridade é proteger vidas e preservar o ecossistema, dentro de uma estratégia de adaptação às mudanças climáticas que o Estado de São Paulo vem implementando de forma pioneira.”

As próximas etapas incluem a conclusão do enrocamento, estudos para ações para readequação da foz do rio Una e o monitoramento contínuo da área para avaliação de soluções complementares que reduzam riscos futuros e fortaleçam a resiliência da região. A erosão costeira é um fenômeno natural que ocorre nas áreas costeiro-marinhas, também afetando o litoral sul do estado de São Paulo.

O avanço do mar provoca a perda de áreas de praia, impacta a vegetação de restinga e ameaça casas e edificações próximas. Segundo pesquisadores, as causas da erosão costeira na Barra do Una tiveram como fator principal a migração da desembocadura do Rio Una do Prelado para o norte, lembrando que barras de rios são dinâmicas e estão em constante mudança.

Além disso, a ocorrência de eventos climáticos extremos nos últimos anos tem intensificado o processo erosivo em um extenso trecho da praia. Na Barra do Una também são estudadas as melhores medidas para restaurar a condição natural de escoamento do Rio Una, que foi alterado pelas mudanças climáticas.

A Fundação Florestal oferece todo apoio à comunidade tradicional e, após as intervenções, irá promover a restauração da restinga. Inicialmente, a Prefeitura de Peruíbe alocou materiais rígidos para conter o avanço do mar e continuará com a manutenção da estrutura do local. A Defesa Civil fará o monitoramento constante da situação. A obra integra o Plano de Adaptação e Resiliência Climática da Semil, que prevê ações voltadas à proteção de zonas costeiras.

Fundação Florestal

Desde 2020, a Fundação Florestal, vinculada à Semil, tem desempenhado um papel fundamental no monitoramento e na gestão ambiental da região. Utilizando drones para capturar imagens aéreas detalhadas, a equipe coleta dados essenciais para compreender o processo erosivo e planejar intervenções eficazes. A participação ativa da comunidade local tem sido crucial, com moradores reportando alterações significativas, especialmente após eventos de ressaca.

Além do monitoramento, a Fundação Florestal tem implementado soluções baseadas na natureza para dissipar a energia das marés e proteger a vegetação de restinga. Uma estrutura implementada em novembro, que incluiu o cercamento com bambus, demonstrou resultados parciais ao proteger a vegetação, enquanto trechos sem essa proteção sofreram maiores impactos durante eventos climáticos no início de dezembro. Posteriormente, optou-se pelo empilhamento de material vegetal, mantendo a integridade das áreas costeiras.

Paralelamente, está em elaboração, junto ao Conselho Deliberativo da Reserva de Desenvolvimento Sustentável da Barra do Una e com a participação da comunidade, do poder público e de pesquisadores, um Plano Comunitário de Adaptação à Erosão Costeira. Este plano definirá diretrizes e ações permanentes para o enfrentamento sustentável do problema, integrando estudos técnicos e a experiência prática acumulada no local.

 
FONTE/CRÉDITOS: Agência SP

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