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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Notícias/Economia

Porquê o arroz ficou tão caro? Veja histórico do preço do arroz desde 2014 e saiba por que o preço aumentou tanto

O cenário, claro, preocupa o consumidor, que só deverá ver os valores abaixando a partir da segunda quinzena de abril de 2024.

Porquê o arroz ficou tão caro? Veja histórico do preço do arroz desde 2014 e saiba por que o preço aumentou tanto
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arroz, alimento básico da mesa do brasileiro, está batendo recordes de preços desde o ano passado. Depois da escalada de preços em 2020, creditada à pandemia, houve um recuo em 2021, novos aumentos em 2022, mas nada se compara aos preços do ano passado.

O cenário, claro, preocupa o consumidor, que só deverá ver os valores abaixando a partir da segunda quinzena de abril de 2024.

O valor médio da saca de 50 kg do grão em casca em 2023 foi de R$ 95,36. Em 2020, a mesma quantidade era vendida por R$ 73,46, segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Agrícola da USP e Instituto Riograndense do Arroz (Cepea/Irga).

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Em dezembro de 2023, o preço chegou ao maior valor de toda a série histórica, medida desde 2005, custando R$ 127,36 a saca.

Na segunda quinzena de janeiro deste ano, os preços já registram pequenas quedas em relação a dezembro, porém, o último dado do Cepea, de 29 de janeiro, apontou saca de R$ 122,73. Para comparar, o valor supera a da saca de soja, cotada em cerca de R$ 114 esta semana.

Veja como estava o preço do arroz nos anos anteriores:

 

 — Foto: Globo Rural
— Foto: Globo Rural

E o preço do arroz vai na contramão dos outros alimentos. Segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de janeiro a dezembro de 2023, o arroz teve uma alta de 24,54% na comparação com o ano anterior, enquanto a média de preços dos alimentos da cesta básica recuou 0,52%.

Preço do arroz em 2024

A tendência natural, passado o pico da entressafra que ocorre até 15 de janeiro, é de recuo nos preços, diz o analista, embora o ano comece com os menores estoques de arroz em 15 anos.

“O consumidor deve ver alívio mesmo nos preços do arroz a partir da segunda metade de abril, com o pico da colheita e as importações do Paraguai, Uruguai e Argentina, mas no segundo semestre, com a entressafra e as exportações, estamos projetando mais surpresas e até novos recordes nos preços.

Por que o preço do arroz subiu tanto?

Essa disparada de preços, segundo Evandro Oliveira, consultor de Safras & Mercado especialista nas culturas de arroz e feijão, se deve a um conjunto de fatores que incluem longos períodos de prejuízo ou margens apertadas para o produtor, redução de área plantada, condições climáticas adversas e aumento de exportações.

Com os custos de produção passando de R$ 90 a saca na safra 2022/23, o produtor diminuiu suas áreas de arroz, preferindo plantar soja ou milho, afirma o consultor.

No Rio Grande do Sul, que produz mais de 70% do arroz brasileiro, a área recuou de cerca de 1 milhão de hectares para até 830 mil hectares, segundo algumas estatísticas — a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estimou 862 mil hectares.

FONTE/CRÉDITOS: Informações de Globo Rural | Eliane Silva

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