Americana, Holambra, Leme, Limeira, Mogi Mirim e Santa Bárbara d'Oeste passam a contar com veículos do Caminhos da Saúde, iniciativa do programa Agora Tem Especialistas, do Ministério da Saúde, voltada ao transporte de pacientes do SUS até consultas, exames e tratamentos especializados. A distribuição integra a compra de 3.300 veículos adquiridos pela União com recursos do Novo PAC, parte da Lei nº 15.233/2025, que ampliou o acesso a tratamentos como radioterapia e hemodiálise em todo o país.
Americana, Limeira e Santa Bárbara d'Oeste recebem uma ambulância tipo A cada. Holambra e Mogi Mirim ficam com um micro-ônibus. Leme recebe os dois modelos.
Vale entender a diferença entre eles, porque cada um cumpre uma função distinta. O micro-ônibus, com capacidade para 29 passageiros, é indicado para reunir vários pacientesnuma mesma viagem, geralmente em rotas regulares até o hospital de referência, o modelo mais eficiente quando o volume de pessoas que precisa se deslocar é alto e conseguem viajar sentadas. Já a ambulância tipo A transporta um paciente por vez, muitas vezes deitado, e é reservada a quem tem restrição de mobilidade mais séria, como pacientes acamados, em recuperação pós-cirúrgica ou que não conseguem permanecer sentados durante o trajeto.
Para Holambra e Mogi Mirim, o micro-ônibus responde a uma necessidade de transporte coletivo regular, o tipo de deslocamento que se repete várias vezes por semana no caso de tratamentos contínuos, como a hemodiálise. Já em Americana, Limeira e Santa Bárbara d'Oeste, cidades com maior população e estrutura de saúde mais robusta, a ambulância tipo A preenche a lacuna específica de garantir que pacientes debilitados, que não podem simplesmente usar o transporte coletivo, também tenham um veículo adequado ao seu estado de saúde.
Leme concentra os dois casos. Isso permite que a prefeitura organize o transporte de forma mais flexível, direcionando o micro-ônibus para quem consegue viajar em grupo e reservando a ambulância para os casos que exigem cuidado individualizado.
Para quem enfrenta um tratamento longo, como a radioterapia ou a hemodiálise, ter esse transporte garantido reduz o risco de faltas às sessões, uma das principais causas de atraso e interrupção de tratamento no SUS. A chegada desses veículos às seis cidades reforça um objetivo mais amplo do Agora Tem Especialistas: reduzir o tempo de espera e ampliar o acesso da população à atenção especializada, um dos eixos centrais da política de saúde conduzida atualmente pelo governo federal.
Sobre os autores:
Humberto Tobé é Pós-Graduado em Gestão da Saúde Pública, trabalha na interlocução com prefeitos, vereadores, gestores municipais e representantes da área da saúde dos municípios paulistas.
Isabella Werneck Zanon é graduanda em Políticas Públicas e Mestranda em Relações Internacionais pela Universidade Federal do ABC (UFABC)
Jornal Metropolitano SP