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Segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Saúde

Caminhos da Saúde indo para região de Sorocaba.

Por Humberto Tobé, Isabella Werneck Zanon

Caminhos da Saúde indo para região de Sorocaba.
Divulgação
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A jornada de cuidado da radioterapia no SUS destaca-se pela sua continuidade essencial, com sessões que ocorrem frequentemente de segunda a sexta-feira ao longo de semanas. Essa regularidade transforma o transporte sanitário em um alicerce diário fundamental para a evolução e recuperação dos pacientes. Para a população de Salto, V otorantim, Salto de Pirapora e São Miguel Arcanjo, essa rotina de saúde conta com o forte amparo do polo de referência em Sorocaba. A entrega da nova frota consolida um valioso reforço federal à capacidade de transporte sanitário local. A iniciativa assegura plena autonomia a cada prefeitura para a gestão inteligente e humanizada de rotas e horários, integrando a operação de forma eficiente aos recursos do Tratamento Fora do Domicílio (TFD).

Para otimizar a tecnologia de alta complexidade e garantir o melhor padrão de atendimento possível, a assistência oncológica desses municípios atua de forma perfeitamente integrada à infraestrutura de ponta sorocabana. A cidade atua como grande âncora macrorregional, abrigando o Conjunto Hospitalar de Sorocaba, composto pelo Hospital Regional e o Hospital Leonor Mendes de Barros e instituições filantrópicas de excelência contratualizadas pelo SUS, como a Santa Casa.

O programa Caminhos da Saúde, do Ministério da Saúde, distribuiu quatro veículos entre eles, mas o perfil da frota muda conforme o tamanho e a distância de cada cidade. Salto, com 139.321 habitantes, recebe dois veículos: uma Ambulância Tipo A e um micro-ônibus. Votorantim, com 127.923 habitantes, recebeu uma Ambulância Tipo A. São as duas maiores cidades do grupo, e a proximidade com Sorocaba varia bastante entre elas: Votorantim é praticamente conturbada com a capital regional, enquanto Salto fica a cerca de 40 km, distância que ajuda a explicar por que recebeu também um veículo coletivo. Cidades desse porte lidam com fluxos simultâneos para múltiplos destinos, o que inclui, além de Sorocaba, encaminhamentos para Itu ou para grandes hospitais da capital paulista.

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Em Salto, o micro-ônibus faz a rota diária fixa até Sorocaba, levando de uma vez dezenas de pacientes que estão bem o suficiente para viajar sentados. A ambulância cobre os casos de pacientes debilitados pela própria radioterapia ou pela quimioterapia associada, que não conseguem fazer o trajeto num veículo coletivo.

Salto de Pirapora e São Miguel Arcanjo receberam um micro-ônibus cada. A distância pesa mais aqui: São Miguel Arcanjo fica a quase 90 km de Sorocaba. Sem uma ambulância dedicada a casos individuais, esses pacientes seguem hoje no mesmo veículo coletivo que leva moradores para outras consultas e exames de alta complexidade na cidade-polo. Funciona bem enquanto o paciente consegue viajar sentado.

Sobre os autores: 

Humberto Tobé é Pós-Graduado em Gestão da Saúde Pública, trabalha na interlocução com prefeitos, vereadores, gestores municipais e representantes da área da saúde dos municípios paulistas.

Isabella Werneck Zanon é graduanda em Políticas Públicas e Mestranda em Relações Internacionais pela Universidade Federal do ABC (UFABC).

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